MP abre investigação sobre suposto pagamento de propina envolvendo esposo da prefeita Nilda Cruz

Denúncia apura suspeita de eventual enriquecimento ilícito e improbidade administrativa - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou, no última terça-feira (11), um Procedimento Preparatório para apurar uma denúncia de suposto pagamento de propina pela empresa CONLESTE a Sebastião Feliciano Cruz, marido da prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz. As informações são do Portal Potiguar News.

O procedimento nº 03.23.2149.0000102/2026-10 está classificado nas áreas de Direito Administrativo, Improbidade Administrativa e Enriquecimento Ilícito.

De acordo com o registro do próprio Ministério Público, a investigação busca verificar a ocorrência de um suposto pagamento de propina relacionado ao transporte de valores em espécie, realizado por via terrestre no Ceará e por via aérea na região da Lagoa do Bonfim.

Segundo o Portal Potiguar News, a apuração envolve suspeitas que, caso confirmadas, poderão ser analisadas sob a perspectiva de eventual enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. A legislação brasileira prevê sanções para atos de improbidade, conforme a natureza e a gravidade da conduta comprovada, podendo incluir, nos casos previstos em lei, perda dos bens ou valores obtidos ilicitamente, multa civil, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.

O termo “propina” refere-se, em sentido geral, à oferta ou ao pagamento indevido de vantagem com o objetivo de obter favorecimento ou benefício ilícito. No entanto, a existência de eventual pagamento e sua finalidade ainda precisam ser comprovadas no curso da investigação.

Conforme o Portal Potiguar News, o procedimento instaurado pelo MPRN não representa condenação nem comprovação definitiva das acusações. Nesta fase, cabe ao Ministério Público reunir documentos, informações e demais elementos de prova capazes de esclarecer se os fatos denunciados ocorreram e, eventualmente, identificar responsabilidades.

O registro do procedimento aponta como partes relacionadas à apuração a Prefeitura Municipal de Parnamirim e o Consórcio IPS Conleste Ltda.

A última movimentação registrada no procedimento ocorreu em 11 de agosto de 2026, quando houve encaminhamento à Secretaria do Ministério Público.

Segundo o Portal Potiguar News, a investigação deverá avançar com a análise dos documentos e demais elementos que possam esclarecer a origem, a movimentação e a eventual destinação dos valores mencionados na denúncia.
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