O salto colocou o RN entre os principais exportadores do metal no país - Foto: Reprodução
O Rio Grande do Norte vive uma forte expansão na mineração de ouro. Entre 2020 e 2024, o Estado exportou US$ 5,5 milhões em ouro. Nos primeiros seis meses de 2026, porém, o valor chegou a US$ 157,5 milhões. O salto colocou o RN entre os principais exportadores do metal no país e mostra a força que a atividade ganhou em pouco tempo.
O crescimento está ligado principalmente à operação da Aura Minerals, em Currais Novos, no Seridó. O RN passou a ocupar a sexta posição entre os estados brasileiros que mais exportam ouro, com 3,4% das exportações nacionais do metal. De janeiro a junho de 2026, o ouro também respondeu por 24,6% de tudo o que o Estado vendeu para outros países.
Desde 2025, mais de três toneladas de ouro foram exportadas pelo Rio Grande do Norte, principalmente para o Canadá e a Suíça. O impacto da mineração, porém, vai além das exportações: hotéis, restaurantes, comércio, transportes, empresas de serviços e o mercado imobiliário também são movimentados pela atividade, especialmente em Currais Novos e em outras cidades do Seridó.
Apesar do crescimento, o desafio é fazer com que essa riqueza gere benefícios por muitos anos. Especialistas defendem investimentos em qualificação profissional, tecnologia, infraestrutura e em outros setores da economia, para que a região aproveite o momento sem ficar dependente apenas da mineração. Estudos também apontam novas áreas com potencial mineral no Seridó.
A Aura ainda busca uma solução para acessar uma parte da mina que fica abaixo do atual traçado da BR-226, o que pode ampliar o potencial da operação. Com esse novo ciclo do ouro, a grande questão para o Rio Grande do Norte é transformar a riqueza extraída do solo em empregos, renda, infraestrutura e oportunidades para as próximas gerações.