Salário médio no RN fica 34% abaixo do nacional

Setor de serviços do RN tem salário médio 34% abaixo do registrado no Brasil  - Foto: Magnus Nascimento / Tribuna do Norte

O setor de serviços do Rio Grande do Norte emprega milhares de trabalhadores, mas ainda convive com uma diferença significativa na remuneração quando comparado ao cenário nacional. Em 2024, o salário médio pago pelas empresas potiguares ficou em aproximadamente R$ 2,1 mil por mês, valor 34% menor que a média de R$ 3,1 mil registrada no país.

Os números são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No RN, as empresas do setor desembolsaram R$ 4,78 bilhões em salários e outras remunerações durante o ano. Ao todo, 178.198 pessoas estavam ocupadas nas atividades pesquisadas.

A diferença salarial aparece em meio a um setor que tem peso importante na economia potiguar. O estado contabilizava 17.319 empresas de serviços em 2024, responsáveis por uma receita de R$ 24,2 bilhões.

No entanto, a participação do Rio Grande do Norte na receita nacional é proporcionalmente menor que sua parcela de trabalhadores. Enquanto o estado concentra 1,1% do pessoal ocupado em serviços no Brasil, responde por 0,64% dos R$ 3,81 trilhões de receita registrados pelo segmento em todo o país.

Onde estão os empregos

Entre as atividades pesquisadas, os serviços profissionais, administrativos e complementares concentram a maior parte dos trabalhadores no estado.

O segmento reunia 5.903 empresas e empregava 100.647 pessoas — mais da metade, ou 56,5%, de todo o pessoal ocupado pelo setor de serviços potiguar. A receita dessas atividades chegou a R$ 9,2 bilhões em 2024.

Na outra ponta, os serviços prestados às famílias aparecem como o segmento com maior número de empresas. São 6.281 negócios, que empregavam 36.795 pessoas. A categoria inclui atividades como hospedagem, alimentação, ensino, cultura e serviços pessoais.

O perfil de cada grupo ajuda a explicar essa distribuição. De acordo com o IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares costumam reunir empresas de maior porte, enquanto os serviços voltados às famílias têm uma presença maior de negócios menores.

Retrato do setor no Brasil

Em escala nacional, os serviços empregaram 15,9 milhões de pessoas em 2024 e movimentaram R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações. A remuneração média correspondia a 2,2 salários mínimos.

A PAS considera empresas formalizadas cuja principal fonte de receita está relacionada à prestação de serviços não financeiros.

O levantamento deste ano também exige cautela na comparação com períodos anteriores. O IBGE informa que a edição de 2024 passou a utilizar um novo indicador de atividades, elaborado a partir de registros da Receita Federal. Por causa da mudança metodológica, a série histórica foi interrompida e os resultados não podem ser comparados diretamente com os anos anteriores.

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