Conselheiro de Putin ameaça que Polônia “deixará de existir em dois ou três dias” em caso de guerra

O episódio acrescentou tensão às relações entre Moscou e Varsóvia, que já estavam deterioradas em razão da guerra na Ucrânia. Foto/ Divulgação



Nikolai Patrushev, conselheiro do presidente russo Vladimir Putin, afirmou que a Polônia poderia "deixar de existir dentro de dois ou três dias" caso entrasse em confronto militar contra a Rússia. A declaração foi dada em 15 de setembro de 2026, durante entrevista ao jornal Argumenty i Fakti em resposta ao chanceler polonês Radosław Sikorski, que havia declarado em Kiev que a OTAN e a Polônia teriam capacidade para derrotar rapidamente as forças russas.

O conselheiro russo classificou a avaliação do ministro polonês como "amadora" e alertou que Moscou empregaria "todo o arsenal de forças e meios" à disposição em caso de agressão. Patrushev ressaltou que as Forças Armadas russas ainda não estão utilizando todo o seu potencial militar na guerra contra a Ucrânia, apresentando sua fala como um aviso condicional e não como um ataque iminente.

Ex-diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB) e ex-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Patrushev é uma figura central no aparato de segurança de Moscou. Suas declarações elevam a tensão diplomática com Varsóvia, um dos principais apoios militares de Kiev e ponto fronteiriço estratégico com a Ucrânia e com o encrave russo de Kaliningrado.

A troca de ameaças ocorre em meio a incidentes recentes na região, como o ataque de um drone russo a um trem na rota Kiev-Varsóvia, a dois quilômetros da fronteira polonesa. Como membro da OTAN, a Polônia é coberta pelo Artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, que prevê a defesa coletiva dos países aliados em caso de agressão armada contra qualquer integrante do bloco.
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