| Durante a paralisação, a Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e os serviços de autoatendimento. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil |
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (21), durante assembleia virtual que analisou a nova proposta apresentada pela direção do banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O principal ponto de conflito é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. A categoria também cobra mudanças em outros itens do acordo, negociados entre representantes dos empregados e a instituição desde junho.
A proposta rejeitada previa aumentar, a partir de 2027, de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano. Também estabelecia novas contribuições para titulares e dependentes, embora mantivesse o modelo sem cobrança diferenciada por faixa etária.
Na votação realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes foram contrários à proposta. Segundo a representação dos empregados, mais de 90% das bases sindicais já haviam rejeitado a versão anterior do acordo.
Com a rejeição, o comando nacional da greve deverá definir os próximos passos do movimento. Até o momento, não há previsão informada para o fim da paralisação, que continua em unidades da Caixa em todo o país.
Durante a greve, a Caixa orienta os clientes a priorizarem o aplicativo, o internet banking, os terminais de autoatendimento e outros canais digitais para realizar operações bancárias.
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