Ministério da Saúde amplia vacina contra HPV para crianças vítimas de violência sexual

Foto: Agência Brasil



O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina contra o HPV para meninas e meninos a partir dos 2 anos que tenham sido vítimas de violência sexual. A mudança foi divulgada em nota técnica publicada nesta semana e amplia a indicação anterior, que atendia pessoas de 9 a 45 anos. 

A medida foi adotada diante da maior vulnerabilidade de crianças pequenas e do aumento dos registros de violência sexual entre menores de 9 anos. O objetivo é reduzir o risco de infecções futuras pelo papilomavírus humano, associado a lesões e diversos tipos de câncer. 

A vacinação deverá ocorrer após avaliação do serviço de saúde ou do profissional responsável pelo atendimento da vítima. A orientação prevê o uso da vacina quadrivalente, que protege contra os principais tipos de HPV relacionados a doenças graves. 

Para crianças de 2 a 8 anos, a dose aplicada após a violência não substitui a vacinação de rotina. Assim, quando chegar à faixa etária regular, entre 9 e 14 anos, a criança deverá receber novamente o imunizante conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações. 

A vacina não elimina nem trata uma eventual infecção pelo HPV já adquirida durante a violência sexual. Além disso, crianças que já tenham sido vacinadas contra o vírus não precisam receber automaticamente uma nova dose, cabendo ao profissional de saúde avaliar cada caso. 

A idade mínima de 2 anos foi escolhida porque o Programa Nacional de Imunizações já utiliza a vacina contra o HPV nessa faixa para pessoas com papilomatose respiratória recorrente, doença que causa lesões nas vias respiratórias. A nova recomendação amplia a proteção disponível a vítimas de violência sexual sem alterar as regras da vacinação regular. 
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