Morre Zuenir Ventura, referência do jornalismo brasileiro, aos 95 anos

Foto: Reprodução




O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, aos 95 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e pela família.

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir construiu uma carreira de mais de seis décadas. Ele trabalhou em veículos como Correio da Manhã, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo, além de ter atuado como professor de comunicação.

O jornalista ficou conhecido por abordar temas políticos e sociais do Brasil. Durante a ditadura militar, foi preso em 1968 e permaneceu detido por três meses, experiência ligada ao período retratado em uma de suas obras mais importantes.

Seu livro 1968: O Ano que não Terminou, publicado em 1989, analisou os conflitos políticos e culturais daquele ano e tornou-se uma referência sobre a história recente do país. A obra também inspirou a minissérie Anos Rebeldes, exibida pela TV Globo.

Outro trabalho de destaque foi Cidade Partida, lançado em 1994 após o jornalista acompanhar a realidade de moradores de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, depois da chacina ocorrida na comunidade. O livro tratou da violência urbana e das desigualdades sociais e recebeu reconhecimento no Prêmio Jabuti.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014, Zuenir ocupava a cadeira que havia pertencido a Ariano Suassuna e tomou posse no ano seguinte. Ao longo da vida, recebeu prêmios por reportagens sobre Chico Mendes e pela defesa dos direitos humanos; deixou a mulher, Mary Akiersztein, os filhos Elisa e Mauro e os netos Alice e Eric.

Postagem Anterior Próxima Postagem

نموذج الاتصال