MPRN investiga suspeita de fraude em concurso da Polícia Penal do RN

Fachada do prédio da sede do Ministério Público do RN. Foto: Reprodução/Polícia Penal



O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu, nesta terça-feira (15), um inquérito civil para apurar possíveis fraudes nas provas do concurso da Polícia Penal e de Especialista em Assistência Penitenciária. A investigação vai avaliar se existem motivos para anular os exames aplicados no último domingo (13).

A apuração começou após a prisão em flagrante de 12 candidatos durante a realização das provas: dez em Mossoró e dois em Natal. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam usado equipamentos eletrônicos, como pontos de escuta, para receber informações durante o concurso.

Em Natal, a suspeita é de que pessoas fora dos locais de prova tenham resolvido questões e transmitido as respostas aos candidatos. A polícia também identificou imagens do caderno de questões compartilhadas em grupos de WhatsApp enquanto o exame ainda estava sendo aplicado.

O MPRN citou ainda indícios de que a banca organizadora, o Instituto Avalia, não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova. Por isso, o órgão solicitou informações à Secretaria Estadual da Administração e à empresa responsável pelo concurso sobre os procedimentos de segurança adotados.

A investigação não significa que as provas tenham sido anuladas. O Ministério Público pretende medir a extensão das irregularidades e verificar se elas comprometeram a igualdade entre os candidatos e a credibilidade do certame, que teve mais de 40 mil inscritos e oferece 260 vagas.

As suspeitas podem ser enquadradas no artigo 311-A do Código Penal, que trata do uso ou da divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público. A Polícia Civil continuará investigando o caso, enquanto o MPRN acompanhará o procedimento e decidirá se há fundamento para pedir a anulação das provas.
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