PF suspeita de ligação entre Toffoli e fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro

Dias Toffoli, do STF | Foto: SCO-STF




Um relatório da Polícia Federal aponta a suspeita de que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja o proprietário de fato ou beneficiário final do fundo de investimentos Arleen. O fundo teria recebido pelo menos R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e depois transferido cerca de R$ 34 milhões para uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas.

A investigação identificou uma ligação entre o Arleen e o resort Tayayá, no interior do Paraná, empreendimento associado a Toffoli e familiares. A PF afirma que esse vínculo societário é um dos elementos que sustentam a hipótese de que o ministro teria relação direta com os ativos do fundo. O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça e, segundo as reportagens, permanecia sob análise havia meses.

Os investigadores também analisaram mensagens sobre uma festa de Halloween organizada por Vorcaro em 31 de outubro de 2023, em uma boate de São Paulo. O evento teria sido planejado para aproximar o banqueiro de autoridades dos meios político e judiciário, com segurança reforçada, proibição de celulares e a presença prevista de 120 mulheres e 20 homens.

As conversas indicam que Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, ajudou a organizar os convites. Ele teria informado a Vorcaro que os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco estavam confirmados e que Toffoli tentaria comparecer após uma sessão no STF. Também aparecem menções a possíveis convites para Alexandre de Moraes e Arthur Lira.

Toffoli, Alcolumbre e Pacheco negaram participação na festa e afirmaram que estavam em Brasília cumprindo compromissos de trabalho na data. As suspeitas apresentadas pela PF ainda dependem de esclarecimentos e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual crime ou responsabilidade dos citados.
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