O laboratório Cristália anunciou que iniciará, em 24 de setembro, o primeiro teste clínico em humanos com a polilaminina, substância desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa será realizada em São Paulo, no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia.
O estudo será de Fase 1, etapa destinada principalmente a verificar a segurança do tratamento e a forma como o organismo reage à substância. Portanto, o teste ainda não pretende confirmar se a polilaminina será capaz de recuperar os movimentos de pessoas com lesão medular.
Participarão cinco pacientes, com idades entre 18 e 72 anos. Eles deverão ter sofrido uma lesão completa na medula espinhal, na região torácica, entre as vértebras T2 e T10, até 72 horas antes do atendimento e possuir indicação para cirurgia.
A polilaminina será aplicada uma única vez diretamente na região lesionada da medula, por equipes médicas treinadas. A seleção dos voluntários seguirá critérios definidos no protocolo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A substância é estudada há cerca de 28 anos pela equipe da bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ. Pesquisas preliminares apresentaram resultados considerados promissores, mas ainda não há comprovação de eficácia ou segurança suficiente para que o tratamento seja usado de forma ampla.
O início do ensaio representa uma nova etapa da pesquisa brasileira, mas a possível aprovação do medicamento ainda dependerá de outras fases de estudos, com mais participantes e avaliações sobre benefícios, riscos e recuperação dos pacientes.
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