Funcionários dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11), após assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) aprovarem a paralisação em praticamente todo o país. O movimento começou às 22h e reúne sindicatos de diferentes estados e regiões.
A categoria decidiu cruzar os braços depois que as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 terminaram sem consenso. Entre os principais motivos está a discordância sobre mudanças no plano de saúde dos empregados, além de reivindicações relacionadas a reajustes e à preservação de benefícios.
Segundo a Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect), foram realizadas várias rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve avanço suficiente para impedir a paralisação. No Acre, a assembleia que definirá a adesão estava prevista para esta sexta-feira.
A greve ocorre em meio a uma grave crise financeira dos Correios. A estatal acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo e registrou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. A empresa também aguarda um empréstimo de R$ 7 bilhões para reforçar o caixa.
Os Correios informaram que adotaram um plano de continuidade para reduzir os efeitos da paralisação. Entre as medidas estão o remanejamento de funcionários, o reforço das operações e ações logísticas para tentar manter as entregas e os serviços essenciais, embora encomendas e atendimentos possam sofrer atrasos.
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