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| O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Wilton Junior/ Estadão |
O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, apresentou um episódio transitório de taquicardia e falta de ar no último dia 2 de outubro, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (9). O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, informa que os sintomas tiveram curta duração e melhora espontânea, sem novas intercorrências ao longo da semana. O boletim atesta que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e encontra-se clinicamente estável, mantendo as funções hemodinâmica e cardiorrespiratória preservadas, embora ainda apresente sonolência e instabilidade no equilíbrio decorrentes de efeitos colaterais de medicamentos.
O acompanhamento de saúde ocorre no âmbito do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão estipulada pelo STF por crimes associados à tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar humanitária foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março deste ano, após o ex-presidente ser internado com broncopneumonia. Além desse episódio, o histórico clínico recente inclui cirurgia para desobstrução intestinal em abril de 2025, hospitalizações por vômitos e alteração renal em setembro do mesmo ano e um procedimento cirúrgico no ombro direito realizado em maio passado.
No âmbito jurídico e eleitoral, a situação do ex-presidente é utilizada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que disputará o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 25 de outubro. Durante a campanha, o candidato declarou a intenção de conceder indulto ao pai caso seja eleito, proposta que divide opiniões jurídicas quanto à sua aplicabilidade aos crimes objeto da condenação. Paralelamente, a defesa do ex-chefe do Executivo aguarda a análise de recursos de revisão criminal apresentados ao Supremo Tribunal Federal.
A evolução médica do ex-presidente continuará a ser informada semanalmente à Corte por meio de relatórios elaborados pela equipe médica responsável. O tribunal reitera que o acompanhamento das condições de saúde e a manutenção da prisão domiciliar dependem das reavaliações periódicas e do cumprimento rigoroso das medidas cautelares impostas.
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