Maestro Roberto Tibiriçá, ícone da música de concerto morre aos 72 anos

A despedida dele dos palcos aconteceu em julho deste ano. Mesmo enfrentando debilidades, regeu a OSP no Teatro Guaíra. Foto: Reprodução/Redes sociais



O maestro Roberto Tibiriçá, considerado uma das figuras mais expressivas da música de concerto no Brasil, faleceu na madrugada deste sábado, 3 de outubro, aos 72 anos de idade, em São Paulo. O regente estava em tratamento contra um câncer há cerca de dois anos. As informações sobre o local e os horários do velório e do sepultamento ainda serão divulgadas pela família do artista.

Nascido em São Paulo em 1954, Tibiriçá iniciou a trajetória musical no piano e posteriormente consolidou carreira na regência, tornando-se assistente do maestro Eleazar de Carvalho na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) na década de 1980. Ao longo de sua carreira, assumiu a direção artística e a regência titular de grandes conjuntos nacionais, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), a Petrobras Sinfônica e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Na década de 2010, esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, liderando turnês internacionais com o grupo. Seu trabalho mais recente na regência titular foi no comando da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), posto que ocupava desde 2022. Sua última apresentação nos palcos ocorreu em julho deste ano, quando regeu a OSP no Teatro Guaíra, em Curitiba, em um concerto em homenagem à pianista Analaura de Souza Pinto.

Instituições culturais e orquestras sinfônicas de todo o país divulgaram notas de pesar pelo falecimento do músico, ressaltando suas contribuições para a formação de plateias e a reestruturação de corpos artísticos no Brasil.
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