Lula convoca reunião emergencial no Planalto após Banco Central manter Taxa Selic

Foto: Ricardo Stuckert



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quinta-feira (5), uma reunião de emergência no Palácio do Planalto para tratar de políticas econômicas e da condução fiscal do país. O encontro, que não constava na agenda oficial, reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e um grupo de economistas para avaliar o cenário de pressão sobre as contas públicas e as estratégias de contenção de gastos.

A mobilização da cúpula do governo ocorre logo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central encerrar o ciclo de cortes e decidir manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. A manutenção do juro alto reflete a preocupação das autoridades financeiras com a escalada do endividamento público e com a necessidade de reequilíbrio fiscal para conter a inflação e baratear o crédito no mercado nacional.

Segundo dados divulgados pelo próprio Banco Central, a dívida bruta do governo geral atingiu o patamar de 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, alcançando a marca absoluta de R$ 11,1 trilhões. O crescimento acelerado do endividamento em relação à produção de riqueza do país intensificou as discussões internas na equipe econômica sobre a urgência em adotar medidas concretas de consolidação fiscal.

Diante do quadro de incertezas fiscais, a reunião de hoje abre uma rodada de consultas da presidência com especialistas e representantes do setor produtivo. Para detalhar as diretrizes econômicas aos cidadãos, o presidente Lula fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão no próximo domingo (8), momento em que deve reafirmar o compromisso da gestão com o cumprimento das metas fiscais.
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