A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que empresas do setor preparem planos especiais para garantir o fornecimento de energia durante as eleições de outubro. A medida vale para os dias de votação, transmissão dos dados e apuração dos resultados.
As distribuidoras deverão dar atenção prioritária aos locais de votação, aos tribunais regionais eleitorais e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também terão de reforçar o atendimento em suas áreas de concessão e reagendar manutenções programadas que possam causar interrupções no período eleitoral.
A orientação também alcança geradoras e transmissoras conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Essas empresas deverão apresentar procedimentos para responder rapidamente a emergências, seguindo diretrizes operacionais que serão definidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A Aneel demonstrou preocupação especial com áreas isoladas da Amazônia, onde muitas cidades dependem de usinas abastecidas por combustível transportado pelos rios. A possibilidade de níveis mais baixos dos rios dificultar a navegação levou a agência a recomendar estoques de combustível, reserva de peças e materiais e reforço das equipes de operação e manutenção.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, quando necessário, ocorrerá em 25 de outubro. Apesar da preparação, os ofícios da Aneel não indicam uma previsão de apagão; trata-se de uma ação preventiva para reduzir riscos durante um evento que depende de energia para a votação, a comunicação e a totalização dos resultados.
A agência informou que acompanhará eventuais ocorrências e cobrará das empresas o cumprimento das medidas. A iniciativa repete procedimentos adotados em eleições anteriores, como em 2022 e nas eleições municipais de 2024, quando também foram criadas operações especiais para proteger o sistema elétrico.
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Garantia de votação