Muito além dos desenhos bíblicos: 10 programas populares que foram reclassificados como impróprios pelo Ministério da Justiça

Foto: Reprodução/Record; Daniela Toviansky via TV Globo; Divulgação via Televisa


A recente redefinição da classificação indicativa das animações bíblicas exibidas pela Record aos domingos reabriu o debate sobre os critérios adotados pelo Ministério da Justiça no Brasil. A decisão de classificar um conteúdo religioso e infantil como não recomendado para menores de 12 anos pegou muitos telespectadores de surpresa. No entanto, o histórico da televisão e do cinema no país reúne diversos títulos consolidados no imaginário popular que receberam restrições semelhantes do órgão federal.
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Confira dez atrações marcantes que tiveram suas classificações alteradas ou endurecidas sob a alegação de conteúdos inadequados para faixas etárias mais jovens:
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1. Pica-Pau

​Presente na programação da TV brasileira há décadas, a animação do pássaro brincalhão teve os trailers de um de seus lançamentos em DVD avaliados como inadequados para o público infantil em 2010. Na televisão aberta, contudo, a exibição seguiu sem reclassificação rígida.
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2. Mais Você

​Em fevereiro de 2026, o matinal apresentado por Ana Maria Braga na TV Globo teve sua recomendação alterada para maiores de 10 anos. Segundo o Ministério da Justiça, reportagens de cunho jornalístico exibidas durante a atração podem conter abordagens com temática violenta.
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3. Chaves

​O clássico seriado mexicano recebeu restrição para menores de 10 anos no final de 2024. O órgão apontou a presença de "violência fantasiosa", em referência aos cômicos desentendimentos entre os personagens e exibição de substâncias lícitas, como os charutos do Professor Girafales.
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4. Chapolin

​Também criado por Roberto Gómez Bolaños, o programa do herói atrapalhado teve uma avaliação ainda mais severa: não recomendado para menores de 12 anos. As justificativas do governo apontam indícios de "violência" e uso de "drogas lícitas".
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5. Jesus

​A superprodução bíblica da Record exibida originalmente em 2018 passou por sucessivas alterações. Inicialmente fixada em 12 anos por apresentar sequências de julgamento e punições severas, a trama acabou reclassificada para maiores de 14 anos devido a conteúdos de violência e linguagem.
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6. Em Família com Eliana

​Em julho de 2026, a atração dominical da TV Globo teve o pedido de selo "livre" negado pelo Ministério da Justiça, sendo fixada para maiores de 10 anos. O parecer citou a presença combinada de linguagem informal, menções ao consumo de bebidas alcoólicas e ações mercadológicas integradas.

​7. Marimar

​A novela mexicana estrelada por Thalía passou de 10 para 14 anos ao integrar o catálogo do Globoplay e, mais recentemente, ao retornar à grade do SBT. A restrição foi motivada por cenas contendo linguagem imprópria, violência dramática e drogas lícitas.

​8. Pesadelo na Cozinha

​O reality show comandado pelo chef Érick Jacquin na Band perdeu o selo de exibição livre em 2017. O Ministério da Justiça elevou a recomendação do programa para maiores de 12 anos devido ao uso recorrente de palavrões e momentos de forte tensão verbal.
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9. A Lagoa Azul

​Um dos filmes mais reprisa dos da história da televisão aberta brasileira teve sua indicação alterada de "livre" para "impróprio para menores de 12 anos" em 2017. A decisão baseou-se em identificações de apelo sexual e momentos de conflito na trama.
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10. O Auto da Compadecida

​O clássico do cinema e da literatura brasileira foi reclassificado de "livre" para maiores de 12 anos em 2022. O parecer do Governo Federal fundamentou a decisão na presença de cenas de violência, referências sexuais e consumo de bebidas alcoólicas.
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