Dois assuntos vêm dominando a pauta jornalística nos últimos dias, um associado aos incríveis acidentes ocorridos em vias públicas de nossas cidades, onde vidas são ceifadas de forma dramática e quase sempre em decorrência do uso abusivo de bebidas alcoólicas e do excesso de velocidade.
O outro assunto diz respeito à corrupção, onde diferentes órgãos governamentais de forma reiterada promovem um verdadeiro “assalto” aos cofres públicos diante da revolta generalizada da opinião pública.
A mais recente acusação envolve justamente o órgão responsável pelas estradas e pelo transporte em todo o Brasil.
As suspeitas ocasionais quanto ao trabalho desenvolvido pelo Ministério dos Transportes deram lugar a uma mal-cheirosa operação onde de forma sistêmica e continuada recursos públicos passaram a engrossar as contas correntes dos caixas de campanha geridos por políticos inescrupulosos, a partir de processos licitatórios fraudados, chegando-se assim a somas estratosféricas o que contrasta de forma evidente com as dificuldades endêmicas de nossas rodovias, levando inclusive o poder público a optar pela terceirização, transferindo para empresas privadas a gestão dos trechos de melhor trafegabilidade, não sem antes investir somas vultuosas na construção e manutenção das vias.
Para uma pessoa comum do povo é difícil entender e muito menos aceitar que logo após concluir de forma onerosa uma via pública ela seja transferida para uma empresa privada, que fica por vários anos locupletando-se dos benefícios do pedágio, responsável tão somente por sua manutenção, feita em muitos dos casos de forma precária e sem nenhuma contrapartida.
Contudo, a “privatização” mais onerosa ao interesse público é a causada pela corrupção endêmica, que fortalece o crime organizado, mantendo redes de proteção para tal atividade, valendo-se inclusive das próprias estruturas do estado para beneficiar-se em detrimento da população brasileira.
A mesma classe política que se envolve com tais atividades é a que aprova novas leis e ao mesmo tempo promove alterações na própria lei processual, que não consegue atender a expectativa da população em contar com uma legislação penal moderna e ágil que não gere essa crescente sensação de impunidade que gradativamente vem tomando conta de todos.
Assim sendo, parece por demais claro que, tanto para o acidente que acabou de ser provocado na frente da nossa rua, quanto a nova denúncia sobre fraudes do poder público no BRASIL dependem de todos nós, pois é através de nosso voto que acabamos legitimando esse estado de coisas e a própria classe política brasileira.
O outro assunto diz respeito à corrupção, onde diferentes órgãos governamentais de forma reiterada promovem um verdadeiro “assalto” aos cofres públicos diante da revolta generalizada da opinião pública.
A mais recente acusação envolve justamente o órgão responsável pelas estradas e pelo transporte em todo o Brasil.
As suspeitas ocasionais quanto ao trabalho desenvolvido pelo Ministério dos Transportes deram lugar a uma mal-cheirosa operação onde de forma sistêmica e continuada recursos públicos passaram a engrossar as contas correntes dos caixas de campanha geridos por políticos inescrupulosos, a partir de processos licitatórios fraudados, chegando-se assim a somas estratosféricas o que contrasta de forma evidente com as dificuldades endêmicas de nossas rodovias, levando inclusive o poder público a optar pela terceirização, transferindo para empresas privadas a gestão dos trechos de melhor trafegabilidade, não sem antes investir somas vultuosas na construção e manutenção das vias.
Para uma pessoa comum do povo é difícil entender e muito menos aceitar que logo após concluir de forma onerosa uma via pública ela seja transferida para uma empresa privada, que fica por vários anos locupletando-se dos benefícios do pedágio, responsável tão somente por sua manutenção, feita em muitos dos casos de forma precária e sem nenhuma contrapartida.
Contudo, a “privatização” mais onerosa ao interesse público é a causada pela corrupção endêmica, que fortalece o crime organizado, mantendo redes de proteção para tal atividade, valendo-se inclusive das próprias estruturas do estado para beneficiar-se em detrimento da população brasileira.
A mesma classe política que se envolve com tais atividades é a que aprova novas leis e ao mesmo tempo promove alterações na própria lei processual, que não consegue atender a expectativa da população em contar com uma legislação penal moderna e ágil que não gere essa crescente sensação de impunidade que gradativamente vem tomando conta de todos.
Assim sendo, parece por demais claro que, tanto para o acidente que acabou de ser provocado na frente da nossa rua, quanto a nova denúncia sobre fraudes do poder público no BRASIL dependem de todos nós, pois é através de nosso voto que acabamos legitimando esse estado de coisas e a própria classe política brasileira.
Ildo Raimundo Rosa-Monatran
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