O envolvimento de motoristas alcoolizados em acidentes de trânsito torna-se cada vez mais comum, porém, assim como as demais notícias de acidentes, já não causam mais tanto impacto ou surpresa aos receptores.
O conhecimento popular admite que dirigir alcoolizado não é correto, mas por contradição criamos uma cultura que incentiva o uso do álcool, onde interesses econômicos o mantêm como droga lícita de fácil aquisição. Motivados pela indústria publicitária, que demonstra a superioridade e as vantagens de quem bebe, nossos jovens cada vez mais cedo têm acesso a bebidas alcoólicas. Este fato não faz distinção entre homens e mulheres, pois atualmente para cada três usuários homens existe uma mulher alcoólatra.
A cultura do álcool possui raízes tão profundas que as medidas propostas pelo governo encontrarão inúmeros impasses. Atualmente os jovens não precisam sair de casa para encontrar ou consumir bebidas alcoólicas, pois sabemos que poucas pessoas relacionam o álcool à droga, mas quase todas o relacionam ao lazer, comemorações sociais e familiares.
Esta visão que criamos do álcool formou uma cultura de consumo: em comemorações familiares, quando os pais atendem o pedido do filho pequeno para experimentar um pouco de cerveja ou vinho, por exemplo; adolescentes que deixam de ser crianças a partir do primeiro porre; jovens que para se divertir inevitavelmente precisam estar ingerindo bebida alcoólica com os amigos; adultos que bebem para livrarem-se das tensões impostas pelas responsabilidades diárias; e idosos que consomem álcool para amenizar a depressão, algumas vezes por estarem enfrentando problemas de abandono ou doenças terminais.
Herdamos uma cultura de que a imagem do álcool é boa, pois sempre o associamos a festas, alegrias, conquistas, coragem, força, desinibição, refúgio, etc. Mas quando nos deparamos com acidentes de trânsito em que o principal motivo foi o álcool, associamos a culpa unicamente ao motorista. Desta forma, resta-nos uma questão no mínimo complicada: como conscientizar as pessoas de que dirigir alcoolizado é perigoso, se elas adquiriram através do tempo a imagem de que álcool é sinônimo de alegria e prazer? Será que as medidas propostas pelo governo terão um resultado efetivo na diminuição de acidentes de trânsito motivados pelo consumo de álcool?
Elaine Sizilo
O conhecimento popular admite que dirigir alcoolizado não é correto, mas por contradição criamos uma cultura que incentiva o uso do álcool, onde interesses econômicos o mantêm como droga lícita de fácil aquisição. Motivados pela indústria publicitária, que demonstra a superioridade e as vantagens de quem bebe, nossos jovens cada vez mais cedo têm acesso a bebidas alcoólicas. Este fato não faz distinção entre homens e mulheres, pois atualmente para cada três usuários homens existe uma mulher alcoólatra.
A cultura do álcool possui raízes tão profundas que as medidas propostas pelo governo encontrarão inúmeros impasses. Atualmente os jovens não precisam sair de casa para encontrar ou consumir bebidas alcoólicas, pois sabemos que poucas pessoas relacionam o álcool à droga, mas quase todas o relacionam ao lazer, comemorações sociais e familiares.
Esta visão que criamos do álcool formou uma cultura de consumo: em comemorações familiares, quando os pais atendem o pedido do filho pequeno para experimentar um pouco de cerveja ou vinho, por exemplo; adolescentes que deixam de ser crianças a partir do primeiro porre; jovens que para se divertir inevitavelmente precisam estar ingerindo bebida alcoólica com os amigos; adultos que bebem para livrarem-se das tensões impostas pelas responsabilidades diárias; e idosos que consomem álcool para amenizar a depressão, algumas vezes por estarem enfrentando problemas de abandono ou doenças terminais.
Herdamos uma cultura de que a imagem do álcool é boa, pois sempre o associamos a festas, alegrias, conquistas, coragem, força, desinibição, refúgio, etc. Mas quando nos deparamos com acidentes de trânsito em que o principal motivo foi o álcool, associamos a culpa unicamente ao motorista. Desta forma, resta-nos uma questão no mínimo complicada: como conscientizar as pessoas de que dirigir alcoolizado é perigoso, se elas adquiriram através do tempo a imagem de que álcool é sinônimo de alegria e prazer? Será que as medidas propostas pelo governo terão um resultado efetivo na diminuição de acidentes de trânsito motivados pelo consumo de álcool?
Elaine Sizilo