Tripé garante segurança e fluidez no trânsito



Para melhorar a fluidez dos veículos e evitar acidentes, a engenharia de trânsito costuma trabalhar focada em um tripé composto pela via, o veículo e o condutor. Quem explica é o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará, Flávio Craveiro Cunto. “Não adianta eu ter a via com o melhor projeto do mundo, os carros super modernos, e um condutor completamente irresponsável ao volante”, adverte.

O professor acredita que a Lei Seca surgiu como uma grande expectativa de melhoria na segurança viária, mas que, com o passar do tempo, e as possibilidades de driblar a legislação, muita coisa mudou. “Na medida em que a gente coloca nas redes sociais onde estão os pontos de blitz, a lei fica praticamente sem efeito”, afirma.

Para garantir essa segurança, Flávio destaca pesquisas que estão sendo feitas atualmente na América do Norte, que buscam conectar o condutor ao veículo. Trata-se de um dispositivo de travamento da ignição do automóvel. De acordo com o professor, em alguns estados dos Estados Unidos, motoristas que já foram pegos em fiscalizações com o nível de álcool acima do permitido pela lei, têm que instalar esse sistema no veículo. “Existe um sensor que é conectado com a ignição do carro, é como se fosse um bafômetro que está ligado na ignição do veículo. Ao soprar, é detectado o teor alcoólico e a ignição é travada”, explica.

O professor acredita que essa tecnologia possa estar disponível no mercado norte-americano daqui a seis anos. “Parece-me uma alternativa perfeitamente viável para o nosso ambiente”.
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