Os números estão na mais recente edição do projeto ‘Global Burden of Disease’ (Carga Global de Doenças), que envolveu mais de 450 especialistas em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil. Além da OMS, participaram instituições como a Universidade de Queensland, na Austrália, e as universidades Harvard e John Hopkins, nos EUA. A avaliação se baseou em medidas de solo, dados de satélites e modelos globais de transportes de substâncias químicas pelo ar.
No Brasil, dados anteriores da OMS estimam que somente poluição atmosférica cause 20 mil mortes por ano, número cinco vezes maior do que o de óbitos estimados por tabagismo passivo.
Mas, de acordo com o estudo ‘Global Burden of Disease’, a maior ameaça é para chineses e indianos. A poluição é a sexta maior causa de mortes no sudoeste da Ásia — continente que experimenta grande crescimento econômico, com o consequente aquecimento na compra de automóveis . Lá ocorrem 65% dos óbitos provocados pelas substâncias químicas na atmosfera, sendo um quarto deste total na Índia.
De acordo com outro estudo, divulgado recentemente pela Universidade de Pequim e pelo Greenpeace, só nas quatro maiores cidades chinesas, em 2012, cerca de 8,5 mil mortes prematuras foram ocasionadas pela poluição do ar. As perdas econômicas chegaram a US$ 1,08 bilhão em Xangai, Cantão, Xi’an e Pequim.
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