De acordo com balanço apresentado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) logo após o Carnaval deste ano, o número de acidentes fatais nas estradas brasileiras caiu 18% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na avaliação da própria PRF, do Ministério das Cidades e gestores estaduais, a vigência da nova Lei Seca, com tolerância zero ao álcool, foi um dos principais fatores responsáveis pela redução. E, nessa história, a publicidade – normalmente tratada como vilã – saiu como heroína.
Evidentemente, por trás dos números, há uma série de fatores, que envolvem ações de planejamento, prevenção e fiscalização. No escopo de atividades que têm sido pensadas para reduzir o número de acidentes de trânsito no Brasil, entretanto, a publicidade sempre foi um elemento chave. E, nas últimas campanhas que têm sido apresentadas pelo Ministério das Cidades, ela ganhou ainda mais destaque, chamando atenção pelo tom mais agressivo imposto às peças.
De acordo com o publicitário Agnelo Pacheco, diretor-executivo da agência que leva seu nome e responsável pelas campanhas produzidas para o Ministério das Cidades, o tom mais forte das últimas ações foi uma opção necessária, para que as mensagens fossem transmitidas com mais realidade. “Era necessário que as campanhas, principalmente nos comerciais de TV, mostrassem a realidade de um acidente de trânsito com todas as suas consequências. Foi o que fizemos no filme de Carnaval, quando um grupo de jovens que não tinham bebido tem seu carro atingido por um jovem embriagado”, explica.
O sensacionalismo necessário Para Agnelo, o tom das grandes campanhas de conscientização às vezes precisa mesmo ser mais agressivo para conseguir resultados. “Esta queda no número de acidentes neste período, chegando a quase 20%, dá-nos o prêmio maior de quantas vidas foram salvas”, ressalta.
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