As conclusões demonstram ainda que o aumento de biodiesel não faz subir os consumos nem altera as restantes performances dos motores. A explicação para estes resultados está no equipamento e tecnologia utilizados actualmente pelos fabricantes que facilitam a adaptação dos motores às características do combustível utilizado. As propriedades do biodiesel, nomeadamente as características físicas e químicas são particularmente benéficas para os motores.
O estudo demonstra ainda que pequenas alterações no sistema de injecção dos atuais motores permite reduzir a emissão de partículas sem aumentar a libertação de ácido nítrico e sem aumentar os consumos.
Para a APPB - Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis - este estudo vem demonstrar que existem soluções que podem diminuir as emissões poluentes no sector dos transportes rodoviários, factor crítico de sucesso para diminuir os efeitos nefastos das alterações climáticas. O biodiesel é também uma forma de diminuir a crónica dependência do petróleo. No caso português, é também uma oportunidade de desenvolvimento económico, permitindo que se aproveitem terras abandonadas para a produção de soja e colza, cujos óleos permitem fabricar biodiesel e cujas plantas não concorrem com a alimentação humana.
A APPB lembra que até 2020, a União Europeia quer garantir que 20% da energia consumida nos 28 estados-membros seja proveniente de fontes renováveis. Aumentar a percentagem de biodiesel no gasóleo é um forte contributo para atingir esta meta, sem prejudicar a mobilidade e sem encargos económicos para os proprietários de veículos ou os seus fabricantes. Em Portugal já existe capacidade instalada para aumentar a incorporação de biodiesel no gasóleo caso os decisores políticos assim o permitam.
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