Bombeiros orientam condutores sobre como agir ao ouvir sirene

Cuidados ao ouvir a sirene
Muitos motoristas alegam que não veem a aproximação das ambulâncias ou que não escutam suas sirenes, mas, segundo o Corpo de  Bombeiros  só acontece se o condutor estiver muito distraído ou com o som interno do veículo em um volume muito elevado.

Legislação

No entanto, não há justificativas, porque manter a atenção no trânsito é um dever do condutor, uma vez que quando ele frequenta as aulas teóricas para fazer a carteira de habilitação, recebe as lições sobre as preferências no trânsito, que fazem parte do conceito de direção defensiva.

Aliás, mais do que lições, são leis que fazem parte do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Consta no artigo 20, capítulo III, inciso VII, do CTB, que “os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro (sirene) e iluminação vermelha intermitente, observadas as seguintes disposições: a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessário; b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando a via quando o veículo já tiver passado pelo local; c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência; d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas do Código”.

Velocidade

O respeito aos limites de velocidade, principalmente nos cruzamentos.  Ao ouvir a sirene, seja da polícia, do Corpo bBombeiros ou de qualquer órgão de socorro, é preciso reduzir a velocidade para identificar de onde está vindo. Se vir da retaguarda do condutor, procurar estacionar ou ir para a faixa da direita, para que o veículo de socorro possa passar pela esquerda. No cruzamento, porém, o condutor deve avançar um pouco para dar a passagem, mas sem se colocar em risco. E nunca ‘furar’ o sinal vermelho. A redução de velocidade  não deve ser brusca, para não acarretar em um acidente com os veículos que eventualmente vierem atrás.

Os bombeiros também recebem orientações. Para atendimento de urgência e emergência, a viatura tem prioridade de deslocamento e de passagem e livre estacionamento e parada. Mas a responsabilidade de reduzir a velocidade, de aguardar que o outro veículo pare nos cruzamentos, é do condutor da viatura, até mesmo para evitar outro acidente.  O objetivo é chegar ao local o quanto antes, mas com segurança , observou.

 
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