Procrastinar (adiar, postergar, segundo o dicionário Houaiss), é uma atitude relativamente comum para muitos motoristas. Mas descuidar da manutenção do carro pode gerar grandes despesas, pois quanto mais uma peça se desgasta, maiores são as chances de ela afetar outras.
Foi o que constatou o vendedor Lucas Barboza, que não deu ouvidos à recomendação do mecânico e adiou a troca dos rolamentos e da correia dentada de sua Fiat Palio Weekend 1999. Duas semanas após o diagnóstico, a correia arrebentou, causando o empenamento de todas as 16 válvulas do motor 1.6. “Se eu tivesse feito o reparo antes, teria gasto R$ 350. Em vez disso, tive de desembolsar R$ 2.800 pela retífica”, afirma.
Membro da comissão técnica da SAE Brasil, Henrique Pereira explica que quando a correia arrebenta, o motor perde a sincronização. “Por isso, as válvulas entram em contato com os pistões.”
O especialista diz que carros fora da garantia devem ser revisados a cada 10 mil km, em média. E o óleo do motor tem de ser trocado a cada 5 mil km.
FILTROS
O motorista deve seguir sempre os prazos sugeridos pela montadora.
Se o filtro de combustível entupir, por exemplo, pode danificar a bomba. “As pessoas se esquecem de substituir a peça, que custa R$ 20 nos carros ‘populares’. Caso a bomba queime por causa de sujeiras, o prejuízo pode chegar a R$ 300.”
SUBSTITUIÇÃO DO ÓLEO É UMA DAS FALHAS COMUNS
Um dos serviços mais postergados pelos donos de carro é a troca do óleo do motor, esse “esquecimento” pode fazer o motor fundir.
Para ter o carro em dia, basta seguir as determinações expressas no manual do veículo. No livreto constam os prazos para a troca do óleo e o tipo de fluido que deve ser utilizado.
Caso o motor venha a fundir, será preciso fazer a retífica. Nesse caso, o gasto gira em torno de R$ 4 mil para os chamados veículos “populares”.
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REGRAS DE TRÂNSITO
