Em razão do grave problema enfrentado pela GM nos Estados Unidos, onde mais de 20 pessoas morreram em consequência de um defeito na chave de ignição de vários modelos, a fabricante tem adotado medidas preventivas e, com isso, o número de recalls da marca tem aumentado em todo o mundo.
Baixo atendimento
Os recalls são convocados quando o defeito detectado coloca em risco a segurança dos ocupantes do veículo e de terceiros. Apesar disso, apenas 20% dos chamados são atendidos, segundo informou a associação de consumidores Proteste com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Nesta semana, a associação de consumidores Proteste enviou ao Denatran um ofício cobrando a medida que estabelece que o não comparecimento ao recall conste no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). "O registro no CRLV seria fundamental para que os proprietários passassem a atender aos recalls e os futuros compradores soubessem do problema que o carro teve, e se foi ou não solucionado", cita a nota divulgada ontem.
A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, afirmou ser "preocupante que 80% dos veículos com problemas dos mais variados estejam rodando sem o ajuste recomendado pela própria fábrica."
A portaria que estabelece a informação no documento do veículo foi publicada em março de 2011 pelo Denatran e pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, mas até agora não foi adotada por falta de atualização do sistema de Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
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