A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde julho de 2025 enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição ao Brasil, teria sido agredida fisicamente por outras detentas no presídio onde está custodiada, em Roma. As informações foram divulgadas pelo senador Magno Malta (PL-ES) e confirmadas pela defesa da parlamentar.
De acordo com relatos tornados públicos em 22 de dezembro, as agressões teriam ocorrido ao menos duas vezes, antes do mês de setembro. Em uma declaração inicial feita durante um evento no Brasil, Magno Malta chegou a mencionar três episódios, mas posteriormente afirmou que a própria Zambelli relatou dois casos aos parlamentares brasileiros que a visitaram na prisão.
Segundo o advogado de defesa, Fábio Pagnozzi, Zambelli chegou a comunicar as agressões à administração do presídio italiano, mas não houve providências imediatas. A justificativa apresentada, conforme a defesa, foi a alta rotatividade de detentas na unidade. Apesar dos relatos, não foram constatados ferimentos aparentes nem escoriações visíveis, e os episódios não teriam sido formalmente registrados junto às autoridades italianas.
Diante do risco à integridade física da ex-parlamentar, a defesa solicitou a mudança de cela. O pedido foi aceito, e Zambelli foi transferida do andar térreo para um andar superior do presídio como medida preventiva.
Carla Zambelli está presa após deixar o Brasil para não cumprir pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi condenada pela Primeira Turma da Corte a 10 anos de reclusão por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conjunto com um hacker.
Em 14 de dezembro, Zambelli comunicou oficialmente à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados sua renúncia ao mandato. Com a formalização da decisão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP) para ocupar a vaga deixada pela ex-parlamentar.
