Trabalhadores informais terão que emitir nota fiscal em 2026; entenda as regras



Trabalhadores informais devem enfrentar uma nova mudança na rotina a partir de 2026. Com a ampliação do uso da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), profissionais autônomos que prestam serviços de forma recorrente passarão a ser obrigados a emitir nota fiscal, o que inclui desde pedreiros e empregadas domésticas até vendedores ambulantes.

A iniciativa integra o esforço do governo para reorganizar a arrecadação e ampliar a base de contribuintes, dentro do processo de modernização do sistema tributário. A formalização, segundo a equipe econômica, permitiria maior controle das operações e mais transparência na prestação de serviços.

Na prática, porém, a mudança impõe novos desafios a quem vive de pequenos trabalhos. A exigência envolve cadastro em plataformas digitais, registro de receitas e cumprimento de obrigações fiscais periódicas, um conjunto de procedimentos que pode pesar no orçamento e na rotina de trabalhadores de baixa renda.

Especialistas alertam que, sem mecanismos de simplificação e orientação técnica, a medida corre o risco de afastar parte desses profissionais da formalização. O temor é que a burocracia acabe empurrando trabalhadores para a informalidade, em vez de reduzi-la.

A expectativa é que, até a entrada em vigor da regra, o governo publique normas complementares detalhando quem estará sujeito à obrigatoriedade e como funcionará o processo de emissão da nota fiscal, além de possíveis medidas de transição para os pequenos prestadores de serviço.

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