| Foto: Bruno Peres/Agência Brasil |
O Tibunal Superior da Califórnia, nos Estados Unidos, julgará nesta semana as empresas de tecnologia Meta e Google, sob a alegação de que suas plataformas: Facebook, Instagram e YouTube estão alimentando uma crise de saúde mental entre jovens e adolescentes.
O processo envolve uma jovem de 19 anos da Califórnia, identificada como K.G.M., que afirma ter se tornado viciada nas plataformas das empresas, quando era menor de idade, devido ao design chamativo das mesmas. A jovem ainda alega que as plataformas a fizeram desenvolver depressão durante a infância e alimentar pensamentos suicidas.
A ação é o primeira de vários casos que devem ir a julgamento neste ano, focados no que os autores chamam de "vício em mídia social" entre as crianças. Além disso, o caso pode representar um novo desafio à estratégia jurídica adotada há anos pelas grandes empresas de tecnologia.
Porém, uma lei federal dos EUA isenta amplamente plataformas como o Instagram e o TikTok de responsabilidade legal pelo conteúdo postado por seus usuários. As empresas de tecnologia argumentam que essa lei as protege no caso de K.G.M.
Executivos, incluindo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, devem depor no julgamento, que pode durar de seis a oito semanas, segundo a Associated Press. Sob argumento da defesa de que seus produtos não causaram os problemas de saúde mental de K.G.M.
No caso do Google, o processo envolve o YouTube. A empresa diz que a plataforma de vídeos é fundamentalmente diferente de redes sociais como o Instagram e o TikTok e não deve ser classificada dessa maneira, segundo afirmou um executivo do YouTube antes do julgamento.
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