Haddad diz que sua saída já é certa - Foto: Reuters/Adriano Machado
O ministro da Fazenda Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (29), que deixará a pasta do governo Lula (PT). Durante coletiva de imprensa, Haddad não cravou uma data, mas disse que sua saída já é certa. E que os critérios de escolha do novo ministro ficam a cargo do chefe do Executivo.
"No mês de fevereiro com certeza, [vou] deixar o governo em fevereiro. A mesma coisa vale para quem vai ficar no meu lugar. Isso é papel do presidente anunciar e não eu antecipar uma decisão que ele tomou. A gente conversou já sobre o assunto".
Haddad também elogiou o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, cotado para assumir cargo. Segundo o ministro, Durigan reúne experiência técnica e conhecimento amplo da área econômica, embora a decisão final caiba ao presidente da República. Haddad ressaltou ainda que outros nomes do PT também podem ser considerados para a função. O ministro voltou a afirmar que não pretende disputar cargos eletivos nas próximas eleições e disse que seu foco é contribuir com a campanha de reeleição do presidente Lula.
Ao fazer um balanço de sua gestão à frente da Fazenda, Haddad destacou medidas voltadas à redução do déficit fiscal, como o corte de benefícios tributários e o controle de despesas. Segundo ele, o governo encontrou uma situação fiscal delicada ao assumir o mandato. O ministro também citou como avanço a aprovação da reforma tributária em 2023, após décadas de discussão no Congresso Nacional.
Haddad minimizou as críticas relacionadas ao aumento da dívida pública federal, que cresceu 1,82% em dezembro em relação a novembro e encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões. Para o ministro, a estabilização da dívida passa pela redução da taxa básica de juros.
Na quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas indicou a possibilidade de corte na próxima reunião. Haddad afirmou que o atual patamar da taxa é incompatível com a estabilidade da dívida pública e defendeu o início do ciclo de redução dos juros.
Banco Master
Em meio a revelações de envolvimento de ministros do STF com o Banco Master, Haddad defendeu o "autossaneamento" da Corte e apontou que instituições tem o dever de “fiscalizar e punir” precisam de “procedimentos internos” para “dar clareza ao que está acontecendo” e reagir a ameaças à sua reputação.
O ministro ainda sinalizou a iniciativa do Banco Central de abrir um procedimento interno para verificar possíveis irregularidades na atuação do BC no caso Master como um bom exemplo a ser seguido.
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