Pai mata filho após mãe cobrar pensões atrasadas em Manaus, diz polícia

Pai matou filho de 3 anos após ser confrontado pela mãe - Foto: Reprodução

Fernando Batista de Melo, de 48 anos, é suspeito de matar o próprio filho, após se irritar pela cobrança de pensão feita pela sua ex-companheira. A informação foi repassada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (23).

De acordo com a polícia, vizinhos ouviram gritos vindos da kitnet onde a criança estava e acionaram os agentes. Ao entrar no imóvel, os policiais encontraram o menino já sem vida. O crime ocorre na noite de quinta-feira (22). As informações são do g1.

O delegado Adanor Porto, afirmou que Fernando, não aceitava o fim do relacionamento com a mãe da criança, encerrado no Natal de 2025. Desde então, ele havia deixado a casa, abandonado a mulher sozinha com dois filhos, um bebê de 10 meses e o menino de 3 anos, sem qualquer apoio financeiro.

Na tarde da última quinta-feira (22), Fernando teria procurado a ex-esposa, após conversar com o pai, Manuel, que tentou convencê-lo a assumir suas responsabilidades. 

Durante a conversa, a mulher afirmou que não queria bens materiais, apenas que ele cumprisse com a obrigação de pagar a pensão. Ela também disse que, caso contrário, buscaria a Justiça.

A declaração teria enfurecido Fernando, que pegou uma faca e ameaçou a ex-companheira. O momento foi registrado em vídeo. Nas imagens, a mulher aparece protegendo o bebê de 10 meses enquanto é ameaçada.

Horas depois, Manuel buscou o neto para passar o dia com ele na sua casa. O suspeito foi até a casa do pai. 

Já por volta das 18h, Fernando levou a criança para o banheiro, dizendo que daria banho. Após cerca de 30 minutos trancado, o avô desconfiou da demora e tentou abrir a porta. Ao entrar, encontrou o neto sem vida, com sinais de violência.

Após o crime, Fernando fugiu. A Polícia Militar e a Polícia Civil iniciaram buscas intensas pela região. Um helicóptero chegou a pousar em uma rua da Zona Norte para auxiliar na operação. Até a manhã desta sexta-feira (23) o suspeito segue foragido.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
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