Uma tecnologia criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pode mudar a forma como é feito o acompanhamento da saúde dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. A proposta foi apresentada ao Ministério da Saúde na última sexta-feira (23) e já passou a integrar o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) da pasta.
A inclusão no plano significa que o sistema entrou na fila de projetos prioritários do ministério e poderá ser implantado nacionalmente, dependendo da liberação de recursos. A ferramenta foi desenvolvida no Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) e tem como foco centralizar informações que hoje estão dispersas em diferentes sistemas e bases de dados.
A plataforma permitirá o acompanhamento contínuo da saúde e das condições de trabalho dos profissionais que atuam no SUS, abrangendo desde médicos e enfermeiros até trabalhadores administrativos e de serviços gerais. A ideia é reunir, em um único ambiente digital, dados como afastamentos, vacinação, licenças médicas e processos de readaptação funcional.
Atualmente, esse tipo de controle é realizado de forma descentralizada, sem integração nacional, o que dificulta a análise dos dados e a formulação de políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador. Com o novo sistema, o Ministério da Saúde poderá ter uma visão mais ampla e padronizada da realidade enfrentada pelos profissionais do SUS.
O projeto tem como base experiências anteriores desenvolvidas pela UFRN para órgãos estaduais do Rio Grande do Norte nas áreas de saúde e segurança do trabalhador. Além de professores e pesquisadores do IMD, a iniciativa envolve estudantes de cursos das áreas de tecnologia, ciência e engenharia.
A próxima etapa será a apresentação da proposta orçamentária. Caso seja aprovada, o sistema poderá avançar para a fase de desenvolvimento operacional e, posteriormente, ser disponibilizado para uso em todo o país.
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