O Carnaval de Natal foi encerrado na Redinha, na zona Norte, ao som e à tradição de dois dos blocos mais representativos da cidade: o Bloco dos Garis e o Baiacu na Vara. As agremiações levaram milhares de foliões às ruas e marcaram o fim da programação com forte presença popular.
Com 36 anos de história, o Bloco dos Garis desfilou pela manhã, saindo do Largo do Alfredo e seguindo até a Avenida da Alegria. O cortejo é também uma homenagem aos profissionais da limpeza urbana, que aproveitam o momento para celebrar após um ano de trabalho. “É mais que um bloco, é a nossa história. A gente cuida da cidade o ano inteiro e esse é o momento de festejar”, disse o gari Francisco Assis.
Criado em 1990 por Cristina Medeiros, o Baiacu na Vara também arrastou multidões pela zona Norte. Inspirado no bloco pernambucano Bacalhau do Batata, o grupo nasceu de forma espontânea e se consolidou como um dos maiores do carnaval natalense. Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do município pela Lei nº 7.297/2022, tornou-se símbolo da identidade carnavalesca da região.
Com trio elétrico e formato de arrastão, o bloco reuniu foliões de diferentes gerações. O cantor Sergynho Pimenta comandou um dos trios, acompanhado das bandas Detroit, Montagem, Fobica do Jubila e Alexandre Piter. “Participo há 20 anos. É tradição e sentimento de pertencimento”, afirmou a foliã Salete Firmino.
A Prefeitura do Natal montou esquema especial de segurança e organização. Equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana acompanharam o percurso para ordenar o trânsito. A estrutura incluiu ambulantes credenciados, banheiros químicos, posto médico e apoio da Polícia Militar.
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