Move Brasil libera R$ 2 bilhões em um mês para renovação da frota de caminhões

Representantes da indústria e dos trabalhadores defenderam a continuidade do programa -Foto: Marcelo Carmargo/ Agência Brasil


O programa Move Brasil liberou cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões no primeiro mês de funcionamento. A informação foi divulgada neste domingo (8) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento em Guarulhos (SP).

A iniciativa foi lançada em meio à forte retração do setor. As vendas de caminhões caíram 9,2% em 2025, com recuo ainda maior entre os veículos pesados, usados no transporte de longas distâncias, que tiveram queda de 20,5% em relação a 2024. Dados da Anfavea apontam que o mercado iniciou o ano com retração de 34,67% na comparação com janeiro do ano passado.

Para Alckmin, a principal causa da queda nas vendas foi a alta taxa de juros, que chegou a ultrapassar 22% ao ano. Segundo ele, o crédito mais barato oferecido pelo programa ajudou a destravar compras represadas no setor.

Na ponta, o financiamento já começa a gerar efeitos. Dono de uma transportadora em Santa Isabel, na Grande São Paulo, o empresário Orlando Boaventura adquiriu um novo caminhão por meio do Move Brasil. Ele afirma que modelos mais novos reduzem custos com combustível e aumentam a eficiência da operação. A empresa, que emprega 30 pessoas, pretende contratar mais cinco trabalhadores ainda neste ano.

Representantes da indústria e dos trabalhadores defenderam a continuidade do programa, destacando a importância da renovação da frota para a manutenção de empregos, redução de emissões e retomada da cadeia produtiva, que envolve montadoras, autopeças e concessionárias.

Segundo o governo federal, o Move Brasil não tem prazo definido para encerramento e deve manter o teto de R$ 10 bilhões em crédito. O programa oferece financiamento para caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, com taxas entre 13% e 14% ao ano. Parte dos recursos é destinada exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Com informações da Agência Brasil 
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