O preço do feijão voltou a subir no início de fevereiro, com destaque para o feijão carioca, segundo o Indicador CNA/Cepea. A valorização, que já vinha sendo registrada em janeiro, ganhou força nas últimas semanas.
Os preços médios atingiram os maiores níveis da série histórica iniciada em setembro de 2024, tanto para grãos de nota 9 ou superior quanto para os de notas 8,0 e 8,5. O feijão preto também apresentou alta, alcançando os maiores patamares desde março de 2025.
A elevação é atribuída à menor oferta nas principais regiões produtoras, após o encerramento da colheita no Paraná e as chuvas no Cerrado, que reduziram a disponibilidade do produto. Produtores têm segurado as vendas, enquanto a indústria mantém postura cautelosa nas compras, avaliando o repasse ao varejo.
Entre 29 de janeiro e 5 de fevereiro, o feijão carioca de maior qualidade registrou alta de até 12,6% no Leste Goiano. Já os grãos de notas 8,0 e 8,5 subiram até 17,5% na capital paulista. No caso do feijão preto tipo 1, as variações foram mais moderadas, com avanço de 3,5% na Metade Sul do Paraná.
A tendência, segundo o indicador, é de manutenção da pressão nos preços enquanto a oferta permanecer restrita.
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