A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) divulgou uma nota técnica com orientações para prevenção e controle do “superfungo” Candida auris em unidades de saúde do estado.
O primeiro caso da infecção foi confirmado em janeiro, e desde então o RN mantém monitoramento em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
De acordo com a Sesap, testes recentes detectaram Candida auris no leito e na cadeira usados pelo paciente, que está internado no Hospital da Polícia Militar, em Natal.
A secretaria informou que o paciente continua internado para tratamento de outra condição clínica e não apresenta sintomas associados à infecção pelo fungo. E orienta que pacientes suspeitos ou confirmados de Candida auris permaneçam sob precauções padrão e de contato durante toda a internação, independentemente do local onde o fungo foi detectado.
A prioridade é a acomodação em quarto privativo. Quando isso não for possível, deve ser adotada a coorte, reunindo pacientes com o mesmo microrganismo. A assistência médica deve ocorrer normalmente, sem restrição a procedimentos diagnósticos ou terapêuticos necessários.
As transferências entre hospitais são permitidas e consideradas seguras, desde que haja indicação clínica, comunicação prévia entre os serviços e manutenção das precauções durante todo o processo, incluindo o transporte.
O documento reforça que a presença do fungo não pode ser usada para negar vagas, suspender regulação ou recusar atendimento.
O que é Candida auris
O Candida auris é um fungo resistente a antifúngicos e associado a surtos em hospitais, sendo considerado uma ameaça à segurança do paciente.
Ele pode persistir no ambiente hospitalar, colonizar pele e superfícies, e se espalhar por contato, principalmente em unidades com pacientes críticos e uso de dispositivos invasivos.
A nota técnica também informa que não há necessidade de isolamento do paciente.
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