O banco Digimais, controlado pelo empresário e líder religioso Edir Macedo, passou a ser tratado por parte do mercado financeiro como “o novo Banco Master”, após a revelação de fragilidades em sua estrutura e práticas de operação semelhantes às que levaram à quebra do banco de Daniel Vorcaro.
Entre os principais pontos de atenção, estão o patrimônio líquido negativo, estimado em cerca de R$ 8,5 bilhões, além de questionamentos sobre a qualidade dos ativos e a transparência dos balanços, o que acendeu alerta em reguladores e investidores.
Analistas destacam que a comparação também se deve ao modelo agressivo de captação, com oferta de CDBs a taxas muito acima da média de mercado e uso da garantia do FGC como atrativo, estratégia semelhante à adotada pelo Master antes de sua liquidação.
Além disso, há suspeitas envolvendo a venda de carteiras de crédito com problemas de lastro e operações com ativos de difícil precificação, reforçando a percepção de risco sistêmico.
O banco tem origem no antigo Banco Renner, do Rio Grande do Sul, que foi adquirido por Edir Macedo e, posteriormente, reestruturado, passando a operar como Digimais.
Após a aquisição, Macedo trocou toda a diretoria e comando da instituição por pastores da Igreja Universal do Reino de Deus. Quando a instituição começou a apresentar sinais de fraqueza, o Banco Central exigiu a troca de comando, que passou para uma executiva que foi ex-presidente da Caixa Econômica Federal, mas que ficou apenas sete meses no cargo e pediu para sair.
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