Banqueiro Daniel Vorcaro - Foto:Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo)
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reunir com advogados no presídio sem gravação das conversas passou a ser usada como precedente por outros presos do sistema federal. A defesa de Marcola, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), e outros integrantes da facção já apresentaram pedidos semelhantes.
Presídios federais são unidades de segurança máxima com monitoramento por áudio e vídeo em parlatórios e áreas comuns. A lei que regula a transferência de presos para essas unidades prevê gravações, mas proíbe o monitoramento de encontros entre presos e advogados, salvo quando houver autorização judicial.
No Presídio Federal de Brasília, onde estão Vorcaro e Marcola, uma decisão da Justiça de 2025 autorizou o monitoramento em quase todo o estabelecimento por três anos. A Polícia Penal Federal é contrária a encontros sem gravação e afirma que o monitoramento ajuda a prevenir crimes e manter a segurança.
Especialistas em segurança pública criticaram a decisão por abrir precedentes que podem fragilizar o sistema. Já advogados e juristas defendem que o sigilo entre cliente e defensor é garantido por lei. O tema também é discutido no STF em ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, que ainda aguarda julgamento.
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