| Foto: Fábio Rodrigues -Pozzebom/Agência Brasil |
A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificou a pressão de aliados para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. A hospitalização foi divulgada inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro e mobilizou apoiadores nas redes sociais.
Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13) na UTI do Hospital DF Star, após apresentar febre alta, calafrios e queda na saturação de oxigênio. O diagnóstico foi de broncopneumonia. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (14), o ex-presidente permanece estável, mas houve piora na função renal e em marcadores inflamatórios. A equipe médica avalia que ele deve permanecer internado por pelo menos sete dias e ainda não há previsão de alta da UTI.
Após visitar o pai no hospital, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que a defesa aguarda a conclusão de um laudo médico para apresentar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Segundo ele, o argumento não é a qualidade do atendimento médico no presídio, mas o risco de Bolsonaro permanecer sozinho por longos períodos.
Aliados do ex-presidente afirmam que o agravamento do quadro de saúde aumenta a pressão sobre Moraes para rever decisões anteriores. O ministro já havia negado pedidos de prisão domiciliar ao argumentar que a unidade prisional conhecida como “Papudinha”, no Complexo da Papuda, em Brasília, possui estrutura adequada para prestar atendimento médico aos detentos.
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