Daniel Vorcaro, dono do Banco Master - Foto: Reprodução
A manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a recente troca em sua equipe de defesa aumentaram as especulações sobre uma possível delação premiada.
Vorcaro está preso desde 4 de março na Penitenciária Federal de Brasília. A detenção ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília. A prisão foi analisada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para mantê-la.
A expectativa sobre uma eventual colaboração aumentou após o vazamento de mensagens que indicam proximidade de Vorcaro com autoridades. Paralelamente, a Polícia Federal realiza a extração de dados de oito celulares do banqueiro para avaliar a dimensão dos possíveis crimes investigados.
Outro fator que reforçou as especulações foi a mudança na defesa. Passou a atuar no caso o advogado José Luis Oliveira Lima, enquanto deixaram a equipe Pierpaolo Bottini e Roberto Podval. No meio jurídico, a entrada de Oliveira Lima, que participou de acordos de colaboração durante a Operação Lava Jato, é vista como um possível indicativo de negociação.
Pela legislação brasileira, um acordo de delação pode ser firmado com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Para isso, o investigado precisa apresentar provas que confirmem suas declarações, como documentos, gravações ou outros materiais. Caso a colaboração seja aceita, a lei prevê benefícios como redução de pena de até dois terços ou até mesmo perdão judicial.