O mercado internacional de energia entrou em forte turbulência após ataques atribuídos ao Irã interromperem a produção de gás natural liquefeito (GNL) no Catar, responsável por cerca de 20% da oferta global do produto.
A paralisação das operações no país do Golfo, somada ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás, provocou forte reação nos mercados. Na Europa, os contratos futuros de gás natural dispararam mais de 80%, refletindo o temor de desabastecimento em meio a um cenário já pressionado por conflitos geopolíticos e restrições de oferta.
Com a interrupção do fluxo catariano, países europeus passaram a disputar cargas remanescentes com compradores asiáticos, intensificando a competição por fornecimento em um mercado apertado. O movimento eleva os custos para indústrias e consumidores e reacende preocupações com inflação energética no continente.
Diante do vácuo deixado pelo Catar, exportadores dos Estados Unidos ganharam protagonismo. Empresas como Venture Global LNG e Cheniere Energy registraram valorização nas bolsas, impulsionadas pelo modelo contratual norte-americano, que oferece maior flexibilidade para redirecionar cargas a mercados com preços mais atrativos.
Analistas avaliam que, caso a crise persista e o tráfego no Estreito de Ormuz continue comprometido, o impacto poderá se estender para além do gás natural, atingindo também o mercado global de petróleo e ampliando a volatilidade nos preços de energia em escala mundial
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