Guerra no Irã pressiona petróleo e coloca Europa em alerta por possível crise energética

Segundo a TotalEnergies, o mercado de derivados está desajustado, pressionando os preços de gasolina e diesel - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Executivos de grandes companhias de energia da Europa alertaram para o risco crescente de escassez global, diante da prolongação da guerra no Irã e das restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

Nas últimas semanas, o preço do barril disparou cerca de 40%, se aproximando de US$ 120, impulsionado pelo temor de redução na oferta mundial. 

Os primeiros impactos já são sentidos na Ásia: as Filipinas decretaram emergência energética, enquanto a Coreia do Sul se prepara para cenários extremos. 

No Japão, o governo solicitou à Agência Internacional de Energia uma nova liberação de estoques e também recorreu às reservas nacionais.

Na Europa, cresce a preocupação com os próximos meses. O CEO da Shell, Wael Sawan, afirmou que os efeitos devem se intensificar no continente a partir de abril e destacou que não há segurança nacional sem segurança energética. 

A Eslovênia já adotou racionamento de combustíveis, e a Espanha anunciou um pacote de 5 bilhões de euros para conter os impactos, com subsídios e redução de impostos.

Segundo a TotalEnergies, o mercado de derivados está desajustado, pressionando os preços de gasolina e diesel. Há ainda preocupação com o gás natural liquefeito, que pode subir com a disputa entre Europa e Ásia por suprimento.

No Reino Unido, o governo promete medidas pontuais para proteger a população. Já empresas do setor estimam que até 3 milhões de barris por dia podem sair do mercado, comprometendo a oferta global por anos.

A incerteza em torno do Estreito de Ormuz segue como principal fator de risco para o abastecimento e para a estabilidade dos preços no cenário internacional.
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