Após a confirmação de mais um caso do superfungo Candida auris, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte se pronunciou nesta sexta-feira (6) por meio do Hospital Central Coronel Pedro Germano (HCCPG). Segundo a instituição, a unidade monitora dois pacientes colonizados pelo fungo. Ambos apresentam quadro clínico estável e não desenvolveram doença ou complicações relacionadas ao microrganismo.
Outros dois pacientes que tiveram contato direto com os casos confirmados estão sob vigilância e aguardam resultados de exames laboratoriais. Todos permanecem em isolamento em quartos individuais, seguindo protocolos de segurança hospitalar.
De acordo com a direção do hospital, as medidas de controle foram reforçadas, incluindo monitoramento semanal em toda a unidade e intensificação dos processos de desinfecção com peróxido de hidrogênio e hipoclorito de sódio. As ações contam com apoio do Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Lacen-RN), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A unidade também informou que o estoque de equipamentos de proteção individual (EPIs) está regular e em processo de reforço junto à Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). Até o momento, não há registro de profissionais de saúde colonizados ou afastados.
Segundo a direção do hospital, as equipes técnicas e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) seguem atuando para evitar a disseminação do microrganismo e manter a segurança de pacientes, profissionais e visitantes.
O primeiro caso do superfungo foi confirmado em 22 de janeiro. Já o segundo caso foi confirmado nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte. A paciente é uma idosa de 72 anos, com diabetes, hipertensão e doença renal crônica. Ela foi internada na unidade para passar por uma amputação.
O fungo preocupa autoridades de saúde por ser resistente a medicamentos utilizados no tratamento e atingir principalmente pessoas com o sistema imunológico enfraquecido em ambientes hospitalares.
Apesar da confirmação do novo caso, o governo do estado descartou a possibilidade de interdição total do hospital. A estratégia adotada será o isolamento de áreas e a intensificação dos processos de desinfecção.
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