O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que mais de 53 distribuidoras de combustíveis foram multadas nos últimos três dias durante ações de fiscalização em todo o país.
As operações ocorreram em parceria entre órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons estaduais e municipais.
A declaração foi feita durante evento em Minas Gerais, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro, o governo tem intensificado o combate a práticas irregulares no setor. “Não daremos trégua um minuto sequer”, afirmou.
Silveira também criticou o que chamou de “irresponsabilidade” de postos e distribuidoras, ao defender medidas adotadas pelo governo, como isenções de impostos e subsídios para tentar conter os preços dos combustíveis.
De acordo com o ministro, 1.192 postos de gasolina foram fiscalizados e diversas autuações foram aplicadas. Ele destacou ainda a abertura de inquéritos para investigar possíveis práticas de cartel no setor.
Apesar das ações, o preço médio do diesel no país registrou alta de 6,76% em uma semana, chegando a R$ 7,26, segundo dados recentes do mercado.
As maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil Vibra, Raízen e Ipiranga, foram autuadas nesta semana em operações que investigam possíveis “elevações injustificadas” de preços, segundo nota divulgada na noite de quinta-feira (19) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A fiscalização é realizada em conjunto com a ANP e a Polícia Federal, e acontece nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
As empresas Vibra, Ipiranga e Raízen afirmaram que vão prestar as informações solicitadas e que os preços estão sendo impactados pelas dinâmicas do mercado global de combustíveis.