RN confirma primeiros casos de mpox em 2026; pacientes são de Natal e São Gonçalo do Amarante

Pacientes diagnosticados são de Natal e São Gonçalo do Amarante - Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta sexta-feira (13), os dois primeiros casos de mpox registrados no estado em 2026. Os pacientes diagnosticados são de Natal e São Gonçalo do Amarante.

De acordo com a Sesap, os casos foram identificados em exames realizados entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março. Nenhum dos pacientes precisou ser internado.

De acordo com a Sociedade Paulista de Infectologia, a Mpox é uma doença viral causada por um ortopoxvírus e transmitida, principalmente, por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, contato sexual ou secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado.

Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, dor no corpo, aumento de gânglios linfáticos e lesões cutâneas, características que evoluem ao longo de diferentes estágios até formar crostas.

Conforme reportagem do Via Certa Natal, o número de diagnósticos de mpox no Brasil neste ano, chegou a 140 na última segunda-feira (9). 

Segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o país também registra 539 casos suspeitos. Não houve mortes pela doença em 2026.

Só nos primeiros nove dias de março, foram confirmados 11 novos diagnósticos. Em janeiro, foram 68 casos, e em fevereiro, 70.

São Paulo é o estado com mais registros da doença. Desde janeiro, foram 73 casos confirmados. 

Prevenção

Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção. Assim, aconselha-se a evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. 

E no caso da necessidade de contato, como por exemplo, cuidadores, profissionais da saúde, familiares próximos e parceiros, aconselha-se utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. 

Já pessoas com suspeita ou confirmação da doença, devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

Segundo o Ministério da Saúde, é importante lavar, regularmente, as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel, principalmente, após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias (por exemplo, utensílios, pratos). 

Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, o tratamento dos casos de mpox tem se sustentado em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas; prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. 

Vacinação

A estratégia de vacinação, segundo o Ministério da Saúde, prioriza a proteção das pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença. Essa definição foi feita em conjunto com representantes dos conselhos municipais e estaduais, diante da avaliação técnica e científica de especialistas.

Vacinação Pré-exposição

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é recomendada para pessoas que vivem com HIV/aids. A orientação é voltada a homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais e com status imunológico caracterizado por contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.

A recomendação também se estende a profissionais de laboratório, entre 18 e 49 anos, que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em unidades com nível de biossegurança 2 (NB-2).

Pós-exposição

A vacina ainda pode ser indicada para pessoas que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de casos suspeitos, prováveis ou confirmados de mpox. Nesses casos, a exposição precisa ser classificada como de médio ou alto risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), após avaliação da vigilância em saúde local.
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