| A intoxicaçãção ocorreu após o consumo de peixe da espécie “bicuda”- Foto: Reprodução |
Segundo a Sesap, os sintomas começaram após o almoço de domingo (26). A ciguatera é causada por uma toxina presente em peixes de recifes e pode provocar náuseas, vômitos, diarreia, dores musculares, coceira, fraqueza e alterações no paladar, com sinais que surgem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão.
Especialistas explicam que a toxina se acumula ao longo da cadeia alimentar marinha, sendo mais comum em peixes maiores e carnívoros. Por isso, espécies como bicuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado estão entre as mais associadas a casos da doença.
A Sesap orienta que, ao apresentar sintomas, a população procure atendimento médico imediato e informe o consumo recente de pescado. Também é recomendado evitar peixes de procedência desconhecida e, sempre que possível, optar por exemplares menores, que apresentam menor risco de contaminação.
Com os novos registros, o Rio Grande do Norte soma 115 casos de intoxicação por ciguatera entre 2022 e 2025.
Entenda o caso:
Três pessoas precisaram ser hospitalizadas após apresentarem sintomas; duas delas permaneciam na UTI até esta terça-feira (28), com quadro estável.
O fisioterapeuta Mário Saraiva relatou que a família consumiu peixe do tipo bicuda, comprado em uma feira livre no Alecrim, na Zona Leste de Natal, durante o almoço de domingo. Cerca de três horas após a refeição, começaram os primeiros sintomas.
Segundo ele, o primeiro caso foi de um sobrinho-neto, de 3 anos, que apresentou dores abdominais. Em seguida, outros familiares também passaram mal.
Duas irmãs de Mário e a mãe dele, de 89 anos, foram hospitalizadas. Uma das irmãs teve agravamento rápido, com desmaio, queda de pressão, diarreia, vômito e convulsão. Após atendimento, o quadro foi estabilizado.
Parte do peixe consumido foi recolhida e encaminhada para análise pelas autoridades sanitárias