Segundo a pesquisa 36,3% dos brasileors preferem emprego com carteira assinada (CLT) - Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Apesar do crescimento de novas formas de trabalho e da popularização de atividades em plataformas digitais, o emprego com carteira assinada segue sendo a principal preferência dos brasileiros na busca por uma vaga. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente escolhem o modelo formal regido pela CLT.
O estudo indica que o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um fator decisivo na escolha, mesmo em um cenário de maior flexibilização das relações de trabalho.
“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social”, afirmou a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão.
Preferências dos trabalhadores
- 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT)
- 18,7% optam pelo trabalho autônomo
- 12,3% consideram o trabalho informal mais atrativo
- 10,3% têm interesse em atividades por plataformas digitais
- 9,3% preferem abrir o próprio negócio
- 6,6% escolhem atuar como pessoa jurídica (PJ)
- 20% não encontraram oportunidades atrativas
Jovens valorizam mais a CLT
A preferência pelo trabalho formal é ainda mais forte entre os jovens, que buscam maior estabilidade no início da carreira:
- 41,4% entre 25 e 34 anos preferem a CLT
- 38,1% entre 16 e 24 anos também priorizam o modelo
Segundo a CNI, o emprego formal é visto como uma forma de garantir mais segurança na fase inicial da vida profissional.
Trabalho por aplicativos é renda complementar
Atividades em plataformas digitais, como motoristas e entregadores de aplicativos, são majoritariamente vistas como complemento de renda. Apenas 30% dos entrevistados afirmam depender desse tipo de atividade como principal fonte de sustento.
Alta satisfação no trabalho
A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação dos trabalhadores:
- 95% estão satisfeitos com o emprego atual
- 70% se dizem muito satisfeitos
- 4,6% estão insatisfeitos
- 1,6% muito insatisfeitos
A mobilidade no mercado de trabalho é considerada baixa: 20% buscaram nova vaga recentemente. Entre jovens de 16 a 24 anos, esse índice sobe para 35%, enquanto entre pessoas com mais de 60 anos cai para 6%.
O tempo no emprego também influencia a busca por novas oportunidades: 36,7% dos trabalhadores com menos de um ano no cargo procuraram outra vaga, contra 9% entre aqueles com mais de cinco anos na mesma função.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus em parceria com a CNI e ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre 10 e 15 de outubro de 2025. Os dados foram divulgados posteriormente.
Com informações da Agência Brasil