Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
As negociações entre Brasil e Paraguai sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu avançam e devem resultar na redução da tarifa da energia gerada pela usina a partir de 2027.
A informação foi confirmada pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, em entrevista nesta segunda-feira (13), em Foz do Iguaçu (PR). Segundo ele, a expectativa é que a nova tarifa seja definida até o fim deste ano.
Atualmente, o custo da energia da usina considera um modelo provisório. Entre 2024 e 2026, o valor foi fixado em US$ 19,28 por quilowatt/mês, mas, no Brasil, a tarifa é reduzida para US$ 17,66 com apoio financeiro da própria usina, garantindo menor impacto ao consumidor.
Com a revisão do acordo, a tendência é que a tarifa passe a considerar apenas os custos operacionais, o que pode reduzir os valores para algo entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês.
O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, previa a revisão dessas regras após 50 anos. A energia gerada é dividida igualmente entre os dois países, mas o Paraguai consome menos do que sua parte e defende tarifas mais altas. Já o Brasil busca reduzir os custos para baratear a energia no país.
Itaipu é uma das maiores hidrelétricas do mundo e responde por cerca de 8% da energia consumida no Brasil.