Maria Clara apresentou melhora após ser transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, na capital - Foto: Reprodução/Redes Sociais
A menina Maria Clara Silva, de 10 anos, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (20), em Natal, após permanecer internada desde o dia 13 no Hospital Varela Santiago. Ela havia dado entrada na unidade com lesões na pele, que inicialmente foram associadas pela família ao uso de um detergente da marca Ypê.
Segundo informações médicas, os exames realizados não comprovaram relação direta entre o quadro clínico e uma possível reação ao produto. A hipótese de intoxicação ou infecção causada pelo detergente também não foi confirmada pela unidade de saúde.
Em avaliação do infectologista Kleber Luz, a ligação entre o caso e a contaminação investigada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é considerada improvável. O especialista aponta que o quadro apresentado pela criança é compatível com Parvovirose, doença viral causada pelo parvovírus B19 e comum em crianças.
“A chance de ser a bactéria do Ypê é quase impossível. As manchas que a Pseudomonas aeruginosa produz na pele são enegrecidas, escuras”, explicou o infectologista.
A bactéria citada pelo médico motivou recentemente um alerta sanitário da Anvisa, que determinou o recolhimento de lotes específicos do detergente da marca Ypê.
O secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), Alexandre Motta, informou que a investigação aponta para uma doença benigna, sem indicação de maiores riscos à saúde da paciente.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades de saúde, mas até o momento não há confirmação de relação entre o quadro clínico da criança e o produto de limpeza.