Deolane Bezerra é transferida para penitenciária feminina na Zona Norte de São Paulo

Foto: Leco Viana/Thenews2/Folhapress…

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após a prisão, Deolane foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista. Depois da audiência de custódia, ela ainda poderá ser transferida para a Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

Durante coletiva de imprensa, delegados e promotores afirmaram que a influenciadora é apontada como peça central do esquema investigado. Segundo a força-tarefa, ela mantinha vínculos pessoais, financeiros e comerciais com integrantes da facção criminosa.

De acordo com os investigadores, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização, utilizando contas bancárias, empresas e patrimônios ligados ao seu nome para movimentar recursos ilícitos e dar aparência legal ao dinheiro do crime organizado.

A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora, além da abertura de 35 empresas registradas em um mesmo endereço ligado a ela, o que levantou suspeitas de ocultação patrimonial e uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

A polícia afirma ainda que Deolane já foi casada com um integrante do PCC e mantinha proximidade com familiares de Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa. Segundo a investigação, ela também teria prestado serviços a integrantes do grupo.

Os investigadores revelaram que Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e chegou a entrar na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Segundo a polícia, caso não tivesse retornado ao Brasil na quarta-feira (20), ela poderia ser presa pelas autoridades italianas.

Ao todo, a Justiça decretou seis mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. Entre os presos está Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização criminosa.

Também foram cumpridos novos mandados contra Marcola e Alejandro Herbas Camacho, que já cumprem pena no sistema penitenciário federal.

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