Foto: Divulgação Sega of Europe/Direitos Reservados
As plataformas digitais usadas por jovens, como o Discord e o Roblox, além de já despertarem preocupação pela exposição de crianças e adolescentes a crimes, também podem funcionar como porta de entrada para o cibercrime.
O alerta é do delegado Sérgio Luiz Oliveira do Santos, especialista em crimes cibernéticos em Pernambuco e pesquisador em cibersegurança no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR). Segundo ele, o perfil mais comum dos envolvidos em crimes virtuais no Brasil é formado por homens jovens, entre 18 e 30 anos, de classe média baixa e familiarizados com o ambiente digital, embora, em muitos casos, com conhecimento técnico limitado.
Nos jogos online, a comercialização de itens virtuais, como acessórios e habilidades, movimenta dinheiro e pode abrir espaço para práticas irregulares. Usuários negociam, por exemplo, “skins”, que alteram a aparência de personagens e armas, algumas com alto valor de mercado.
Relatos de jogadores indicam que tentativas de trapaça são frequentes nesses ambientes. Há casos de usuários que aprendem a manipular sistemas, roubar itens virtuais ou invadir contas de outros jogadores.
O Brasil está entre os maiores mercados de games do mundo. Plataformas como o Discord reúnem milhões de usuários no país, e pesquisas apontam que os jogos online são a principal forma de entretenimento entre jovens de 16 a 30 anos. Além disso, esses ambientes também funcionam como espaços de socialização.
Especialistas afirmam que, apesar dos avanços na legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, o acompanhamento dos pais continua sendo fundamental. De acordo com o delegado, a falta de monitoramento pode facilitar o aliciamento para atividades ilegais. Ele ressalta que muitos jovens não começam como criminosos, mas acabam influenciados em contextos onde a linha entre jogo e crime se torna pouco clara.
Com o crescimento dos jogos online, especialistas reforçam a importância da supervisão familiar para reduzir os riscos de envolvimento em práticas ilegais.
Com informações da Agência Brasil